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Processo com arame tubular – Parâmetros de soldagem

Os parâmetros considerados na soldagem com arame tubular são: intensidade de corrente, tensão do arco elétrico, “stick-out”, velocidade de soldagem, taxa de deposição e vazão do gás auxiliar de proteção.

intensidade de corrente

A intensidade de corrente na soldagem com arame tubular é proporcional à velocidade de alimentação do arame consumível. Com a condição de que todos os parâmetros permaneçam constantes, a variação da intensidade de corrente influencia outros fatores de soldagem; assim, o aumento da intensidade implica aumento da taxa de deposição, aumento da penetração e cordões de solda com má aparência; por outro lado, pouca intensidade de corrente pode causar excesso de salpicos, gotas de grande diâmetro, porosidades e excessso de nitretos no material depositado.

tensão do arco elétrico

A tensão do arco elétrico está relacionada com o comprimento do arco, de modo que tensões mais elevadas condicionam arcos com maior comprimento. A tensão do arco influencia fatores como aspecto do cordão, molhagem, que é a capacidade do material em se espalhar no metal de base, e porosidade. Um arco longo, produzido por tensões elevadas, causa excesso de salpicos e cordão de forma irregular; no caso de arame autoprotegido, deve-se trabalhar com um arco menor, resultante de tensões mais baixas do que as utilizadas para os arames com proteção gasosa; esta providência evita a formação de nitretos no metal fundido, os quais causam problemas nas características mecânicas do cordão. Tensões muito elevadas também podem causar porosidades. Por outro lado, tensões muito baixas originam cordões convexos com pouca penetração. Deste modo, deve-se trabalhar com as tensões adequadas, que são indicadas pelo fabricante.

stick-out

O “stick-out” é a distância entre a ponta do eletrodo e o bico de contato . Quanto maior for o “stick-out”, maior será o calor desenvolvido por efeito Joule.oque vai influenciar a fusão do consumível e o aquecimento do fluxo interno do eletrodo. O “stick-out” é recomendado pelos fabricantes para cada tipo de consumível, pois o resultado da soldagem é influenciado diretamente por ele. Assim, um “stick-out” muito grande pode causar excesso de salpicos, cordões convexos e falta de penetração; já uma extensão muito pequena pode ocasionar porosidades, excesso de salpicos, oxidação da poça de fusão. Também a taxa de deposição pode ser alterada pelo “stick-out”, pois um aumento da extensão do eletrodo causa aumento da taxa de deposição.

velocidade de soldagem

A velocidade de soldagem tem influência sobre o resultado do trabalho; velocidades muito grandes ou mu ito baixas geralmente provocam mordeduras e possível inclusão de escória. Para evitar problemas, deve-se trabalhar dentro de uma faixa de velocidades que permita boa penetração e que está relacionada com o tipo de consumível e com a intensidade de corrente.

taxa de deposição

A taxa de deposição é a quantidade de metal fundido por unidade de tempo; depende de fatores como diâmetro do eletrodo, intensidade de corrente, tensão do arco, “stick-out” e tipo de material a ser depositado. Assim, quanto maiores forem esses parâmetros, maior será a taxa de deposição.

vazão do gás de proteção

A vazão do gás auxiliar de proteção condiciona o resultado final da soldagem; assim, uma vazão mínima ou em excesso pode causar porosidades e problemas de oxidação no metal fundido e na ponta do eletrodo. A vazão adequada depende da distância existente entre a tocha e a poça de fusão, da posição de soldagem, do tipo de gás e da circulação de ar no local de trabalho.

Modos de transferência

Os modos de transferência na soldagem com arame tubular e proteção gasosa são semelhantes aos observados na soldagem MIG/MAG convencional; existem a transferência por “spray”, a transferência globular e a transferência por curto-circuito. Na transferência por “spray” obtêm-se as maiores taxas de deposição; no entanto, aconselha-se não aplicar este modo em soldagem fora de posição ou em passes de raiz na posição plana devido à grande dimensão da poça de fusão originada por este tipo de transferência.

Link Relacionado:

Soldagem – Coleção tecnológica SENAI – 1ª ed. 1997

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