Fundamentos

Ignição do arco elétrico

      Para acender o arco, os eletrodos são aproximados, colocados em contato e afastados o suficiente para manter sua estabilidade. Do cátodo surge um jato intenso de elétrons, provenientes da fonte de corrente e transportados pelo cabo condutor, que penetra e interage com o gás existente nas proximidades, decompondo suas moléculas em átomos, e estes em íons, num processo progressivo parecido com a formação de uma avalanche. Acelerados pelo intenso campo elétrico criado entre os eletrodos, os elétrons atingem rapidamente o ânodo, produzindo nele uma cratera extremamente quente e luminosa. A forma externa de um arco é a de uma coluna ligeiramente afunilada nas extremidades.

A região confinada pelo arco é constituída de elétrons, íons, átomos e moléculas remanescentes do gás que lhe deu origem, de cujas interações surgem complicadas trocas energéticas, ainda não totalmente compreendidas. A teoria que trata das propriedades gerais e leis do movimento deste estado da matéria pertence à Física do plasma.

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Soldagem – Coleção tecnológica SENAI – 1ª ed. 1997

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